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(Programa Centelha 2026) De onde vêm as boas ideias? Quando a inovação nasce da coragem, da amizade e do sonho de infância.
Carla Gabryela Resende Fonsêca, bacharela em Administração, mestre em Comunicação e especialista em diversas áreas de gestão e educação.
13/02/2026 19h42 Atualizada há 4 horas
Por: Gustavo Mesquita

 

Quando eu era criança, sempre sonhei em estar em boas equipes, dentro de laboratórios, como via nos filmes e documentários sobre cientistas. Imaginava pessoas reunidas, testando ideias, criando soluções e desenvolvendo algo que pudesse transformar o mundo. No entanto, na minha realidade, crescendo no interior do Piauí, esse cenário parecia distante. Não havia laboratórios acessíveis, nem ambientes que se apresentassem como espaços de desenvolvimento tecnológico. Ainda assim, o sonho permaneceu, silencioso, esperando, quem sabe, um momento para ganhar forma.


Costumamos imaginar que grandes ideias nascem em laboratórios sofisticados, dentro de Universidades renomadas ou em grandes centros tecnológicos. Mas, na prática, as boas ideias nascem em lugares muito mais simples. Elas nascem em conversas sinceras, em encontros entre amigos, em pessoas que observam a realidade ao seu redor e sentem que é possível transformá-la de alguma forma.

Recentemente, tive a oportunidade de vivenciar isso de forma muito concreta. Um grupo de amigos (de diferentes cidades mas reunidos em Pedro II), sem nenhuma instituição formal por trás naquele momento, movido apenas por experiências acumuladas, inquietações e vontade de construir algo novo, decidiu transformar ideias em projetos. Reunimo-nos em uma sala emprestada, entre conversas, anotações, dúvidas e expectativas. Não havia garantias, mas havia algo essencial: propósito.

 

Decidimos submeter três ideias ao Programa Centelha, uma das principais iniciativas de incentivo à inovação no Brasil, que busca transformar ideias em negócios com potencial de impacto. Para nossa alegria, as três ideias receberam boas avaliações, com pontuações significativas. E, segundo os critérios do edital, duas delas foram aprovadas na fase preliminar, sendo que uma destas foi avaliada com nota máxima, um resultado que nos encheu de orgulho e, acima de tudo, de responsabilidade.

Mais do que a aprovação, essa experiência trouxe uma reflexão importante. Boas ideias não pertencem a um lugar específico. Elas pertencem a pessoas que observam, que questionam e que acreditam que podem fazer diferente.

A região de Pedro II, assim como tantas cidades do interior do Piauí, é um território fértil em talentos. Aqui existem professores, estudantes, profissionais, empreendedores e sonhadores que carregam dentro de si ideias com enorme potencial de transformação. Muitas vezes, o que falta não é capacidade, mas oportunidade, incentivo e um ambiente que valorize a inovação.

Participar do Centelha nos mostrou que é possível dar esse primeiro passo. Agora, seguimos confiantes nas próximas etapas, torcendo pelo avanço das ideias submetidas e trabalhando para desenvolver cada projeto com ainda mais dedicação e maturidade. Sabemos que o caminho da inovação exige persistência, aprendizado contínuo e coragem para enfrentar o desconhecido.

Mas talvez o maior legado dessa experiência seja o que ela representa para o futuro. Mais do que aprovar projetos, queremos ajudar a construir um ambiente onde novas ideias possam surgir, crescer e se fortalecer. Um espaço onde jovem e profissionais possam se reunir, compartilhar conhecimentos e transformar sonhos em soluções reais.

É com esse espírito que nasce o desejo de criar o “Opala Valley”, um polo de ideias, criatividade e tecnologia inspirado na riqueza cultural e humana da nossa região. Um movimento que acredita que a inovação não precisa nascer apenas nos grandes centros, mas pode, e deve, florescer também aqui, onde existem talentos, histórias e uma enorme vontade de construir o novo.

Porque, no fim das contas, as boas ideias não nascem apenas de recursos. Elas nascem da coragem de começar com o que se tem no momento. E, às vezes, tudo pode começar em uma sala de casa, com amigos que acreditam que é possível transformar em futuro o que está em sua volta.

 

Endereços para acessar

·         Lattes: http://lattes.cnpq.br/8372748454431352

·         Instagram: @carlagabryelaa

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/carla-gabryela-1b280795/ 

Sobre a colunista: Carla Gabryela Resende Fonsêca:

Bacharela em Administração (CEAD/UFPI), Administradora e parte da comissão ADM Mulher- CRA-Pi (Registro: 20-05139). Mestre em Comunicação (PPGCOM/UFPI). Especialista em Docência do Ensino Superior (CHRISFAPI), Gestão da Educação Superior (UESPI), Gestão de Negócios Digitais (Prominas), possui MBA em Gestão da Inovação e Propriedade Intelectual (UNOPAR). Atualmente é Servidora Pública na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) Campus Piripiri, Instrutora do Senac-Pi,, professa formadora, conteudista e afins em cursos EAD e presencial na área de gestão. Como professora possui experiência na Educação Superior e ensino Técnico profissionalizante, como Consultora e Empreendedora atua principalmente nos seguintes temas: Empreendedorismo, Marketing e Vendas, Negociação, Qualidade no atendimento, Gestão de pessoas, Carreira, Relações interpessoais, Criatividade, Desenvolvimento pessoal dentre outros temas associados. É apaixonada por temas de Gestão.