Matões,
na poeira púrpura de teu solo agreste,
que avermelhava a face rude de teu lavrador,
nasceu o poema eterno de tua augusta História,
que até hoje ninguém contou.
Tua poesia selvagem
tem cheiro de terra molhada das primeiras chuvas
e evoca imagens deslumbrantes
de suaves auroras e de
comoventes crepúsculos
que trazem e que levam,
nas asas do tempo,
o gosto supremo de infinitas saudades! (...)
Reproduzimos acima a primeira estrofe do poema ‘Matões’, de autoria do escritor pedro-segundense Genuíno Sales (1938-2018). Trata-se certamente do texto mais completo, complexo e pungente sobre o município piauiense de Pedro II que, como sabido, já se chamou Matões.
Dono de uma poética consistente, rica e diversificada, Genuíno não poupou talento ao compor este belo poema de amor à sua terra natal.
Nesse sábado, 29 de agosto, a partir das 19h no Memorial Tertuliano Brandão Filho analisaremos em profundidade o poema citado. O evento faz parte dos Ciclos Aplaianos de Cultura, edição 2026, da APLA – Academia Pedro-segundense de Letras e Artes, gestão “A APLA SOMOS NÓS”.
Estão todo(a)s convidado(a) a se encantar com o poema Matões logo mais. Cópias dele serão distribuídas.
A relação de palestra dos ciclos durante o ano de 2026 pode ser encontrada nas redes sociais da academia.
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ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta, escritor e artista gráfico. Autor, dentre outros livros, de ‘Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremoto’. Escreve aos sábados para o Portal P2.