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Morte de centenas de aves no Piauí pode ter relação com a Febre do Nilo, explica especialista

O problema tem afetado apenas as aves silvestres, não houve registro de mortes de criações, como porcos e galinhas.

10/08/2022 às 18h31
Por: Cleber Araújo Fonte: G1 Piauí
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Morte de centenas de aves no Piauí pode ter relação com a Febre do Nilo, explica especialista

 

 

A morte de centenas de aves em Milton Brandão, no Norte do Piauí, pode estar relacionada com a Febre do Nilo Ocidental, segundo o médico neurologista e doutor em virologia, Marcelo Adriano Vieira. Esta semana, o Instituto Evandro Chagas confirmou o 10º caso da doença no estado.

Os pássaros mortos foram encontrados próximo a um poço d'água. O problema tem afetado apenas as aves silvestres, não houve registro de mortes de criações, como porcos e galinhas.

"Existem eventos em vigilância em saúde que são chamados eventos sentinelas, então por exemplo, a morte não explicada de aves silvestres em uma região levanta sempre a possibilidade de o vírus da Febre do Nilo está circulando naquela região. Então se essas morte não forem explicada por envenenamento ou algum fenômeno ambiental que esteja ocorrendo, pode ser que essas mortes estejam sendo causadas por este vírus", afirmou o especialista Marcelo.

Segundo o especialista, a transmissão da Febre do Nilo ocorre somente pela picada do mosquito hospedeiro do vírus. Não existe transmissão de pessoa para pessoa, mesmo que uma destas esteja infectada. O mosquito só adquire o vírus picando uma ave silvestre migratória infectada.

"Essa doença é uma arbovirose, ou seja, é transmitida pela picada de mosquito, como a Dengue, Zika e Chikungunya. Mas, por exemplo, enquanto na dengue a maior preocupação é com sintomas hemorrágicos, queda de pressão, a Febre do Nilo pode preocupar porque o vírus tem uma certa atração pelo sistema nervoso, pelo cérebro e pelos nervos do paciente que podem ficar comprometidos", explica o médico.

Desde de 2013, segundo o doutor em virologia, o sistema de vigilância faz testes em todos os pacientes que se internam, na rede pública e privada de hospitais do estado, com síndromes neurológicas como meningites, encefalites e paralisias.

"Até o momento são caso esporádicos, então há motivos para um monitoramento, mas não para pânico", alerta o médico.

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