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Exame confirma morte por dengue de médica piauiense; outro filho dela é transferido para SP também com sintomas da doença

Em todo o Piauí, sobe para 11 o número de vítimas fatais, sendo que outros três casos estão em investigação.

22/05/2024 às 09h56
Por: Gustavo Mesquita Fonte: Cidade Verde
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Exame confirma morte por dengue de médica piauiense; outro filho dela é transferido para SP também com sintomas da doença

 

O painel epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS) atualizou os números de mortes por dengue em Teresina nesta terça-feira (21). Agora são dois óbitos pela doença registrados somente neste mês e na mesma família. Em todo o Piauí, sobe para 11 o número de vítimas fatais, sendo que outros três casos estão em investigação.

A segunda vítima é a médica pediatra Laysa Geovana Soares Vilarinho Lira, de 47 anos, que morreu 12 dias depois de seu filho Rafael Lira Matias, de 5 anos, também falecer em decorrência da doença. O exame enviado ao Laboratório Central (Lacen) deu positivo para dengue. A médica foi internada no último sábado (17) com sintomas da doença, teve uma parada cardiorrespiratória no dia seguinte e morreu no início da segunda-feira (20). O filho mais velho de Laysa, de 14 anos, também está com sintomas da doença e foi transferido para São Paulo.

De acordo com o painel, Teresina registra 3.488 notificações da doença, sendo 2.420 confirmadas. Destes, 14 casos são considerados graves. Na capital, a incidência é considerada média, com 279,35 casos para cada 100 mil habitantes, mas já se aproxima de alta (que é 300 casos) e a letalidade está em 0,08% para cada 100 mil habitantes. Já a mortalidade é de 0,23 para a mesma amostra populacional.

O infectologista Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS, afirma que prevenir a doença é essencial e deve ser feito com ações de combate aos criadouros do mosquito e o uso de repelentes.

"Uso de repelente para quem não adoeceu, para quem quer se manter livre da doença, algumas medidas são fundamentais. Por exemplo, a gente deve eliminar todos os criadouros do mosquito dentro de nossas casas e isso é uma obrigação nossa enquanto cidadãos. Para manter esses criadouros longe de nossas residências, é necessário evitar água parada, muitas vezes em locais que nem imaginamos. Por isso, é importante fazer uma varredura na casa, cuidar da própria saúde, procurar um médico e usar repelente para quem ainda não adoeceu", afirmou.

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