Quinta, 15 de Outubro de 2026
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Os cassacos do D.N.O.C.S.

ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. É autor de inúmeros livros, dentre eles “Debaixo da Figueira do Meu Avô”. É membro da APLA, ALVAL, UBE-PI e do IHGPI.

Gustavo Mesquita
Por: Gustavo Mesquita
25/04/2026 às 14h07 Atualizada em 25/04/2026 às 14h10
Os cassacos do D.N.O.C.S.

 

A década de 1950, provavelmente, foi a primeira na qual o que chamamos de ‘progresso’ havia chegado, de fato, à cidade de Pedro II. O progresso vinha na forma de longos canos de ferro que se ligavam uns aos outros, depois de serem acomodados em longas valas abertas no calçamento das ruas.

O que circularia por dentro daquela malha de canos era água captada do olho d’água Pirapora. Toda a água seria canalizada para a enorme e imponente caixa d’água que também estava sendo construída exatamente ali onde mais tarde todo o entorno seria chamado de bairro Caixa d’Água.

Os homens que trabalhavam na canalização da água eram apelidados de ‘cassacos do DNOCS’ (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).

Estes homens vinham de várias partes do Piauí e que agora estavam ali para realizar aquela obra monumental. A caixa d’água, ainda hoje, é a única construção na cidade que concorre em altura com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

(*) ilustração: Ernâni

ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. É o autor de “Lendas de Pedro II”, dentre outros livros. Em breve (1 de maio) lançará seu livro mais recente: “Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremotos”.

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