
A década de 1950, provavelmente, foi a primeira na qual o que chamamos de ‘progresso’ havia chegado, de fato, à cidade de Pedro II. O progresso vinha na forma de longos canos de ferro que se ligavam uns aos outros, depois de serem acomodados em longas valas abertas no calçamento das ruas.
O que circularia por dentro daquela malha de canos era água captada do olho d’água Pirapora. Toda a água seria canalizada para a enorme e imponente caixa d’água que também estava sendo construída exatamente ali onde mais tarde todo o entorno seria chamado de bairro Caixa d’Água.
Os homens que trabalhavam na canalização da água eram apelidados de ‘cassacos do DNOCS’ (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).
Estes homens vinham de várias partes do Piauí e que agora estavam ali para realizar aquela obra monumental. A caixa d’água, ainda hoje, é a única construção na cidade que concorre em altura com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
(*) ilustração: Ernâni
ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. É o autor de “Lendas de Pedro II”, dentre outros livros. Em breve (1 de maio) lançará seu livro mais recente: “Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremotos”.

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