
O nascente bairro Caixa D’Água em 1960, então, já tinha as famílias dos cassacos do DNOCS, quando começaram a vir ali residir também algumas famílias de camponeses que tinham deixado o interior.
Na verdade eram famílias remediadas que costumavam ter uma casa no interior e haviam resolvido fazer outra na cidade, inicialmente para passar os Festejos de Nossa Senhora da Conceição e que, agora então com os filhos em idade escolar, morar na cidade era imperativo. Geralmente os pais de família dessas famílias continuavam residindo no interior e apenas as mães vinham com os filhos.
Essa nova leva de pessoas iria aumentar muito na década de 1970 com o início da urbanização da Vila Operária pelos padres alemães. Isso aqui daria outro livro.
Os camponeses que vieram morar no Caixa D’Água tinham lotes de uns quarenta metros de fundo e que eram usados por eles para o plantio de feijão, milho e melancia, assim como o cultivo de pequenas hortas. A água para aguar eles iam pegar na ‘caixa d’água do DNOCS, claro. No fundo era uma maneira que essas famílias tinham de alimentar a saudade do interior.
(PS. Ilustração: Ernâni getirana)
Acessar o QRCode:
ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. É o autor de “Lendas de Pedro”, dentre outros livros. Possui um canal de Whats App só sobre o município de Pedro II. Acesse o QRCode acimaEscreve para o Portal P2 aos sábados.

Mín. ° Máx. °