
Um(a) poeta, como alguns acreditam, pode até nascer pronto(a), mas se não fizer poemas não se tornará, de fato, um(a) poeta. E isso vale para as outras manifestações artísticas, claro.
Inicialmente o(a) poeta escreve apenas para si mesmo(a), e, talvez, para as baratas num fundo da gaveta, ou para os bugs no hard disk de computadores e memórias de celulares.
Até que algum deles (estou falando dos poemas) caem em mãos certas, mesmo que de forma errada.
Se for alguém que trilha a poesia, brotam elogios e sugestões. O(a) poeta, por sua vez deve ter dentro de si ousadia e humildade. Ah, deve continuar lendo poesia. De preferência a poesia do(a)s bons/boas poetas. Etc. e tal.
Gerciane Lima percorreu esse caminho descrito acima. E dessa sua caminhada até aqui nasceu seu primeiro livro: CACHOS LÍRICOS. Tive o prazer de ter escrito a apresentação do mesmo.
Os poemas de Gerciane são como pequenas pérolas, quase haicais. Alguns deles não têm títulos.
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Tudo me arde
porque está frio
tudo se aquieta
em meio a tua boca
e ao meu arrepio
Outros, com títulos, devido à arquitetura poética, carregam uma carga semântica considerável que é dividida com o corpo do poema.
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Espera
Fiz um poema
Esperando que ele chegue
de leve na tua porta
E te chame baixinho
porque não sou de dar alarmes
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O livrinho de Gerciane, pequeno em seu formato, grande em seu conteúdo, é o primeiro passo firme e segundo de uma poeta que sabe o que faz e trabalha com o que há de mais importante em poesia: a linguagem. E arrancou elogios de um poeta do quilate de Climério Ferreira.
FICHA TÉCNICA:
Título: Cachos Poéticos, 64p.; ISBN: 978-65-987905-6-1
Digitação/capa: Gerciane Lima
Revisão/apresentação: Ernâni Getirana
Diagramação: Allana Medeiros.
Bibliotecária: Larissa Andrade
Editora: Brinze
ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. Autor de, entre outros livros, “Lendas de Pedro II”. Escreve aos sábados para o Portal P2.



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