
Ao chegar em sua 20ª edição (de 04 a 07 de junho, 2026) como o maior evento musical a céu aberto do estado do Piauí e um dos maiores do nordeste brasileiro, o Festival de Inverno de Pedro II (FIP2) bate às portas de sua maioridade histórica com credibilidade inabalável.
Movimentando milhões de reais a cada ano, o festival gera renda para todos os seguimentos da economia da ‘Terra da Opala’. Paralelo a isso, o evento evidencia potencialidades culturais, sociais, identitárias e históricas da ‘Suíça Piauiense’, que em agosto vindouro completará 172 anos de emancipação política.
A realização de outro evento recente, o SALIP2 – Salão do Livro de Pedro II – (de 07 a 09 de maio passado), apenas corrobora o que vimos percebendo, pesquisando, dizendo e escrevendo sobre a pujança da cultura local que se dá de diversas formas através de manifestações artísticas como dança, teatro, artes plásticas, música, artes populares e literatura. Não nos esqueçamos do rico artesanato pedro-segundenses.
A Pinacoteca Marechal das Artes e o Memorial Tertuliano Brandão Filho são dois exemplos concretos e visíveis da atmosfera cultural que a cidade respira. Claro que trazer esses equipamentos de cultura para a vida do(a)s pedro-segundenses é papel de entidades como a APLA – Academia Pedro-segundense de Letras e Artes, assim como de cada professor(a), de cada cidadão/cidadã que sabe da importância do que aqui estamos tratando.
Não à toda é que podemos dizer que o Festival de Inverno de Pedro II é, a seu modo, ‘uma joia de opala’ da melhor qualidade e que ilumina com seu brilho raro nosso caminho. Afinal, como disse Ferreira Gullar, “A arte existe porque a vida não basta”. E Torquato Neto arrematou: “Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”. Feliz festival!!!
ERNANI GETIRANA (@ernanigetirana) professor, poeta e escritor. É o idealizado do projeto “Tenda da Cruviana”. É autor, dentre outros livros de: “Lendas de Pedro II”, “Dez anos do Festival de Inverno de Pedro II e outras histórias” e recentemente lançou “Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremotos”. Escreve para este portal aos sábados.



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