
Certamente a atual é uma das piores copas do mundo para o(a)s torcedores/torcedoras ‘puristas’ de futebol. É a copa da performance.
Segundo o Google, “Performance significa desempenho, atuação ou a capacidade de realizar uma tarefa e gerar resultados. O termo tem origem na língua inglesa (to perform) e pode variar de significado dependendo do contexto”.
Todos e todas o(a)s envolvido(a)s têm apenas uma coisa na... cabeça: performar. Assim, os repórteres performam, fazem dancinhas, mungangos e se esquecem de informar adequadamente os telespectadores. Estes, por sua vez, performam o tempo todo dependurados em seus celulares.
A “Vênus Platinada” é a rainha da performance e erra tudo o tempo todo nessa copa. Quem te viu e quem TV! Que saudade de outras copas quando havia nessa TV narradores carismáticos, e à noite uma penca de analistas de peso, que nos informavam sobre movimentações táticas, erros e acertos da ‘seleção canarinho’.
Um certo jogador brasileiro, contundido, entrou por uns minutos no jogo contra a seleção da Escócia (ocorrido na quarta-feira, 24/06).
Dizem que é contratual: o craque (das quedas) deve jogar, doravante, ao menos por cinco minutos para que os três patrocinadores principais fiquem felizes ao exibirem seus logos para milhões e, assim, empurrar seus produtos garganta abaixo.
Aliás, o craque é famoso por performar fazendo caretas e mungangos para as BETS, além de falar asneiras o tempo todo para um séquito de milhões de zumbis nada pensantes. Verdadeiras máquinas e consumir e de apostar.
Mas talvez o que eu digo aqui nem mais interesse a ninguém, a não ser os saudosistas. Afinal os torcedores, mais do que torcerem criticamente, estão só preocupados em performar.
(*) Ilustração do autor.
ERNÂNI GETIRANA (@ernanigetirana) é poeta e escritor. É o autor, dentre outros livros, de “Debaixo da Figueira do Meu Avô’ e “Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremotos” (lançado no SALIPI 2026). Escreve aos sábados para o Portal P2.
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