
Ao chegar em sua 20ª edição (o festival foi criado em 2004, no mandato do prefeito Carlos Castro Braga) como o maior evento musical a céu aberto do estado do Piauí e um dos maiores do nordeste brasileiro, o Festival de Inverno de Pedro II (FIP2) bate às portas de sua maioridade histórica com credibilidade inabalável.
A realização de outro evento recente, o SALIP2 – Salão do Livro de Pedro II – (de 07 a 09 de maio passado), apenas corrobora o que vimos percebendo, pesquisando, dizendo e escrevendo sobre a pujança da cultura local que se dá de diversas formas através de manifestações artísticas como dança, teatro, artes plásticas, música, artes populares e literatura. Não nos esqueçamos do rico artesanato pedro-segundenses.
Pedro II sempre foi, e cada vez isso se confirma, um verdadeiro celeiro cultural. Em todas as década que já pesquisei (de 1920 até a década presente) há sempre grupos de arte fazendo e acontecendo.
Não à toda é que podemos dizer que o Festival de Inverno de Pedro II é, a seu modo, ‘uma joia de opala’ da melhor qualidade e que ilumina com seu brilho raro nosso caminho. Afinal, como disse Ferreira Gullar, “A arte existe porque a vida não basta”. E Torquato Neto arrematou: “Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”. Feliz festival!!!
PS. A APLA- Academia Pedro-seundense de Letras e Artes está com um stand na praça Domingos Mourão Filho (praça da igreja) no qual disponibiliza livros de autores e autoras locais, assim como de piauienses.
ERNANI GETIRANA (@ernanigetirana) professor, poeta e escritor. É o idealizado do projeto “Tenda da Cruviana”. É autor, dentre outros livros de: “Lendas de Pedro II”, “Dez anos do Festival de Inverno de Pedro II e outras histórias” e recentemente lançou “Morro do Gritador, filho da Ibiapaba: brisa, cruviana & terremotos” (aprovado para ser lançado no SALIPI, em Teresina). Escreve para este portal aos sábados.



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